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Tributário empresarial

Advogado tributarista para empresas: quando contratar, o que ele faz e como escolher

A execução fiscal chegou, a conta foi bloqueada, a Receita lavrou um auto de infração ou a dívida com a Procuradoria cresceu a ponto de travar a certidão. Ou nada disso aconteceu ainda, e o empresário quer saber se paga imposto demais. Em todos esses momentos a pergunta é a mesma: quem deve cuidar disso, e como saber se é a pessoa certa.

Resposta direta: O advogado tributarista é quem discute a cobrança de tributos em nome da empresa. Defende em execuções fiscais e autos de infração, negocia dívidas com a Receita e as procuradorias, protege os sócios quando o fisco tenta alcançar o patrimônio pessoal, recupera o que foi pago a mais e organiza a estrutura para que a empresa pague o imposto no valor certo. O contador apura e declara; o advogado questiona, defende e negocia. A empresa deve procurar um tributarista assim que recebe uma citação, um bloqueio ou uma autuação, porque os prazos são curtos, e antes de decisões grandes, como mudar de regime, reorganizar o grupo ou se preparar para a reforma tributária.

Muita empresa só procura um tributarista quando o oficial de justiça já passou. Funciona, mas sai mais caro. O passivo fiscal raramente nasce de uma vez: ele se acumula em parcelamentos rompidos, guias que ficaram para o mês seguinte e autuações que ninguém respondeu no prazo.

Quem olha cedo consegue escolher o caminho. Quem olha tarde costuma aceitar o caminho que sobrou.

Os momentos em que a empresa precisa de um tributarista

Situação O que está em jogo Quando agir
Citação em execução fiscal Penhora de bens, faturamento e contas; inclusão dos sócios A lei dá cinco dias para pagar ou garantir, e o prazo de defesa corre a partir da garantia
Conta bloqueada Folha de pagamento, fornecedores e capital de giro Imediatamente, para pedir a liberação do que foi bloqueado em excesso ou não pode ser penhorado
Auto de infração da Receita ou da Fazenda estadual Imposto, multa pesada e juros sobre tudo O prazo de defesa costuma ser de 30 dias, e a defesa administrativa não exige garantia
Dívida acumulada sem execução Certidão negativa, crédito bancário, licitações Antes de a cobrança virar processo, quando ainda cabe negociar com mais margem
Fisco tenta cobrar do sócio Imóveis, contas e bens pessoais do empresário Assim que o nome do sócio aparece no processo ou na certidão de dívida ativa
Escolha ou troca de regime tributário Quanto a empresa paga pelos próximos anos No começo do ano, porque a opção feita em janeiro vale para o ano inteiro
Tributo pago a mais Dinheiro que pode voltar ao caixa O direito alcança os últimos cinco anos, e cada mês que passa sai da conta
Reforma tributária Preço, contratos, fluxo de caixa e créditos Agora, porque a transição começou em 2026

Advogado tributarista ou contador?

Os dois, e com papéis diferentes. O contador apura os tributos, entrega as declarações e mantém a escrita da empresa em dia. É ele quem sabe quanto a empresa recolheu e como.

O advogado entra quando a pergunta deixa de ser quanto se deve e passa a ser se aquilo é devido, como se defende, como se negocia e quem responde. Levar a discussão à Justiça, impedir que a dívida da empresa chegue ao patrimônio do sócio e sustentar uma tese para recuperar tributos são trabalhos de advogado. Mesmo na defesa administrativa, a peça fica mais forte quando é escrita já pensando no processo judicial que pode vir depois.

O melhor resultado aparece quando os dois trabalham juntos. O contador traz os números; o advogado decide o que fazer com eles.

O que o tributarista faz, frente por frente

Frente O que entra nela
Defesa Embargos à execução fiscal, defesa direta no processo quando o erro da cobrança pode ser provado por documento, impugnação de autos de infração, prescrição do crédito e prescrição do processo que ficou parado
Negociação Transação com a Procuradoria da Fazenda Nacional e com as procuradorias estaduais, parcelamentos especiais, substituição de penhora por garantia que não trave o caixa
Proteção do sócio Defesa contra o redirecionamento da execução para os sócios e administradores, e organização para que a dívida da empresa não alcance o patrimônio da família
Recuperação de créditos Revisão dos últimos cinco anos para identificar tributo pago a mais e pedir a devolução ou a compensação
Planejamento Escolha de regime, estrutura do grupo, holding, distribuição de lucros e preparação para a reforma tributária, sempre dentro da lei

A transação tributária merece atenção à parte. Na dívida com a União, a lei permite descontos de até 65% sobre multas, juros e encargos, sem reduzir o valor principal, com pagamento em até 120 meses; para microempresas e empresas de pequeno porte, até 70% e 145 meses. O desconto depende da capacidade de pagamento que a Procuradoria atribui à empresa, e essa avaliação pode ser discutida. Detalhes em como funciona a transação tributária.

Sobre os sócios, o Superior Tribunal de Justiça tem duas regras que mudam muita coisa: o simples atraso no pagamento do tributo não torna o sócio responsável, mas o encerramento irregular da empresa, sem baixa e sem pagar os credores, permite que a execução seja redirecionada a quem administrava. Ver quando o sócio responde por dívida tributária.

A reforma tributária já começou

Em 2026 a CBS e o IBS passaram a ser destacados nas notas fiscais em caráter de teste. Em 2027 a CBS entra de vez e o PIS e a Cofins deixam de existir. Entre 2029 e 2032 o ICMS e o ISS são reduzidos aos poucos, até o sistema novo valer por inteiro em 2033.

Para a empresa, isso significa revisar preços e contratos longos, entender como o pagamento dividido na liquidação financeira vai mexer no caixa e verificar quais créditos serão aproveitados. Ver o que muda com o split payment e planejamento tributário empresarial.

Como escolher um advogado tributarista

Algumas perguntas separam quem vai cuidar da empresa de quem vai apenas cuidar do processo que chegou.

Pergunte Por que importa
Quem vai conduzir o caso pessoalmente? Em tributário, o detalhe decide. É preciso saber quem lê a certidão de dívida ativa, quem escolhe a defesa e quem fala com o cliente
Vocês vão olhar só esta execução ou o passivo inteiro? Uma dívida tratada isoladamente pode gerar outra. O mapa completo mostra o que é urgente, o que pode ser negociado e o que pode prescrever
O que acontece com os sócios e o patrimônio da família? Boa parte do risco real está aí, e nem todo tributarista olha para isso
Como vocês trabalham com o meu contador? Sem os números certos, a melhor tese não se sustenta
Quais os caminhos possíveis e os riscos de cada um? Desconfie de quem promete resultado. O advogado sério mostra as opções e o que cada uma custa
Como será o acompanhamento depois da primeira medida? A execução fiscal dura anos. A empresa precisa saber quem avisa, quando e sobre o quê
Os honorários estão claros e por escrito? O escopo, o que está incluído e o que não está precisam constar do contrato desde o início

Como a Farah & Laurindo conduz

O caso é conduzido pelo sócio Rodrigo Kfouri Laurindo, do primeiro diagnóstico à última petição. A análise começa pelo Mapa do Passivo, que coloca cada dívida em seu estágio, da guia não paga à penhora, e mostra onde está o risco e onde está a oportunidade.

A diferença está em não separar o tributário do resto. Quando a dívida ameaça o sócio, o trabalho integra a defesa fiscal com o direito societário e a organização do patrimônio pessoal. Quando a empresa planeja, o tributário conversa com a holding, a sucessão e os contratos.

O escritório tem sede em Santos e atende empresas em todo o Brasil. Tributos federais são discutidos da mesma forma em qualquer estado, e os processos eletrônicos permitem atuar em execuções estaduais e municipais a distância. Ver atendimento nacional.

Onde aprofundar

Negociação

Pagar o que é devido, do jeito possível.

Transação tributária
Parcelar e negociar
Passivo tributário

Sócio e patrimônio

Quando a dívida mira a família.

Sócio responde pela dívida?
Penhora de faturamento
Advocacia patrimonial

O primeiro passo é saber onde está cada dívida.

A conversa inicial levanta o que a empresa recebeu, os prazos que estão correndo e quais medidas cabem agora. Atendimento em todo o Brasil.

Falar com a Farah & Laurindo

Perguntas frequentes

O que faz um advogado tributarista para empresas?

Defende a empresa em execuções fiscais e autos de infração, negocia dívidas com a Receita e as procuradorias, protege os sócios contra o redirecionamento da cobrança, recupera tributos pagos a mais e planeja a estrutura para que a empresa pague o imposto no valor certo, dentro da lei.

Se a empresa já tem contador, precisa de advogado tributarista?

Para apurar e declarar, o contador basta. Para questionar uma cobrança, defender um auto de infração, negociar uma transação ou impedir que a dívida chegue ao sócio, é preciso advogado. Os dois trabalham melhor juntos.

Quando a empresa deve procurar um tributarista?

Logo depois de uma citação em execução fiscal, de um bloqueio de conta ou de um auto de infração, porque os prazos são curtos. E antes de decisões grandes, como trocar de regime, reorganizar o grupo ou se preparar para a reforma tributária.

A dívida tributária da empresa pode atingir os bens do sócio?

O simples atraso no pagamento não torna o sócio responsável. O risco aparece quando há encerramento irregular da empresa ou atos com excesso de poderes ou infração à lei. Nesses casos a execução pode ser redirecionada, e a defesa precisa começar cedo.

Dá para negociar a dívida com desconto?

Muitas vezes sim. Na transação com a União, a lei permite descontos de até 65% sobre multas, juros e encargos, sem reduzir o principal, com prazo de até 120 meses, e condições maiores para pequenas empresas. Estados e municípios têm programas próprios.

O escritório atende empresas de outros estados?

Sim. A Farah & Laurindo tem sede em Santos e atende empresas em todo o Brasil, com reuniões a distância e processos eletrônicos, em tributos federais, estaduais e municipais.

Conteúdo informativo, sem promessa de resultado. Prazos, descontos e caminhos dependem do tributo, do ente que cobra, da fase da dívida e dos documentos da empresa, e cada caso precisa ser analisado de forma individual.