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Advocacia patrimonial

Advogado patrimonial: proteger o que foi construído, do jeito que a lei sustenta

Organizar em nome de quem cada bem está, separar o patrimônio da família do risco da empresa, planejar quem recebe o quê e defender os bens quando alguém tenta chegar até eles. Atendimento a empresários e famílias em todo o Brasil.

Resposta direta: O advogado patrimonial cuida de três coisas. Organiza a titularidade dos bens, para que imóveis, empresas e investimentos estejam no lugar certo e em nome de quem deveriam. Separa riscos, para que uma dívida da empresa, um aval ou um divórcio não alcance o que não deveria. E planeja a transmissão, para que a sucessão aconteça com menos imposto, menos conflito e menos tempo. Tudo isso só funciona quando é feito antes do problema, com finalidade real e sem esconder nada de credor, cônjuge ou fisco. Proteção patrimonial séria é organização, não ocultação.

A maior parte do patrimônio brasileiro foi construída sem desenho. O imóvel foi comprado no nome de quem tinha crédito naquele mês, a empresa cresceu com o caixa misturado ao da família, o aval foi assinado porque o banco pediu e ninguém discutiu. Nada disso é ilegal. Mas cada um desses atalhos vira uma porta aberta quando chega uma cobrança, um divórcio ou uma herança.

O trabalho começa por enxergar essas portas. Depois, fechar as que a lei permite fechar, e deixar claro quais não podem ser fechadas.

Quem costuma procurar

Situação O que costuma estar em jogo
Empresário com imóveis e participações em nome próprio Separar o patrimônio pessoal do risco da operação e preparar a sucessão
Sócio que assinou aval ou fiança em contratos da empresa Mapear as garantias pessoais, negociar substituições e evitar novas
Família com vários imóveis alugados Comparar pessoa física e holding em tributação, custo e sucessão
Casamento ou união com patrimônio relevante de um dos lados Regime de bens, pacto antenupcial e o que entra ou não na partilha
Patrimônio em mais de um estado ou no exterior Imposto sobre herança e doação em cada estado, declaração e tributação dos bens de fora
Bloqueio de conta, penhora ou cobrança que chega aos bens pessoais Defesa, limites da constrição e o que a lei considera impenhorável

Os instrumentos, e o que cada um faz de fato

Holding patrimonial. Reúne imóveis e participações em uma sociedade, o que organiza a gestão, permite planejar a sucessão por doação de quotas e pode reduzir tributo sobre aluguéis em certos casos. Ela não torna nada impenhorável: quem deve continua respondendo, e as quotas do sócio devedor podem ser penhoradas. Ver holding patrimonial e empresarial e imóveis na pessoa física ou na holding.

Doação com cláusulas. Quem doa pode impor usufruto, incomunicabilidade, impenhorabilidade, inalienabilidade e reversão. Bem usadas, essas cláusulas mantêm o bem na família e fora de partilhas e cobranças de terceiros contra o herdeiro. Ver cláusulas de incomunicabilidade e impenhorabilidade.

Regime de bens e pacto antenupcial. Definem o que é de cada um e o que se comunica. O regime pode ser alterado durante o casamento, por pedido judicial motivado, sem prejudicar direitos de terceiros. Ver pacto antenupcial e proteger o patrimônio no divórcio.

Testamento. Organiza a parte disponível, que é metade do patrimônio quando há herdeiros necessários, e evita condomínios forçados entre herdeiros. Ver como fazer testamento.

Previdência privada. Em 2024 o Supremo Tribunal Federal decidiu que não incide imposto sobre herança nos valores de VGBL e PGBL repassados aos beneficiários. É um instrumento útil de liquidez para a família, mas aporte concentrado às vésperas de uma dívida ou de uma partilha pode ser questionado. Ver holding e previdência privada.

Bem de família. O imóvel de moradia da família é protegido por lei contra a maior parte das dívidas, com exceções importantes: o fiador de contrato de locação, por exemplo, pode perder o imóvel, como o Supremo confirmou também para locações comerciais.

Separação entre empresa e pessoa. Contas separadas, retiradas com natureza definida, contratos entre sócio e empresa e acordo de sócios. É a rotina que impede que a Justiça trate os dois patrimônios como um só. Ver a Linha de Separação e acordo de sócios.

O limite que separa proteção de fraude

Transferir bens depois que a dívida existe não protege. A lei chama isso de fraude contra credores quando o devedor se esvazia para não pagar, e de fraude à execução quando a transferência acontece com um processo capaz de levar o devedor à insolvência já em curso. Nos dois casos o negócio pode ser desfeito ou declarado sem efeito para o credor, e a manobra vira prova contra quem a fez.

O mesmo vale para a desconsideração da personalidade jurídica. Quando há desvio de finalidade ou confusão patrimonial, o juiz pode alcançar os bens do sócio pela dívida da empresa, e também o caminho inverso: alcançar a empresa ou a holding pela dívida do sócio.

Por isso a pergunta que decide tudo não é qual estrutura usar. É quando ela foi montada e para quê. Feita em período de calma, com finalidade real de gestão e sucessão, a organização se sustenta. Feita na véspera da cobrança, costuma piorar a situação. Ver holding com empresa endividada.

Quando o patrimônio já está sob ataque

Bloqueio de conta, penhora de imóvel, inclusão do sócio numa execução fiscal ou trabalhista, pedido de desconsideração. Nessa hora o trabalho muda de natureza: deixa de ser planejamento e passa a ser defesa. Há bens que a lei considera impenhoráveis, há limites para o que pode ser bloqueado, e há requisitos que precisam estar provados antes de a cobrança chegar ao sócio. A defesa começa por conferir cada um deles.

Ver defesa em execuções fiscais e quando o sócio responde por dívida tributária.

Patrimônio em mais de um estado, ou fora do país

O imposto sobre herança e doação é estadual, e cada estado tem suas alíquotas. Depois da reforma tributária de 2023, ele passou a ser obrigatoriamente progressivo, o que tende a encarecer as transmissões maiores. Imóvel paga no estado onde está. Quotas, aplicações e outros bens móveis seguem regra própria de competência. Uma família com imóveis em três estados faz, na prática, três planejamentos.

Para bens no exterior, a lei de 2023 sobre aplicações fora do país, empresas controladas e trusts mudou a tributação de quem mantém estrutura lá fora. Ver bens no exterior no divórcio.

Como conduzimos

Primeiro, o mapa: o que existe, em nome de quem, com quais dívidas e garantias, em quais estados, e quem herda pela regra legal hoje. Depois, o desenho: quais riscos fazem sentido separar, qual instrumento serve a cada bem e quanto custa, em imposto e em manutenção. Em seguida a implementação, com contador e, quando há imóveis, cartórios. Por fim, a revisão periódica, porque casamento, nascimento, venda de empresa e mudança de lei alteram o desenho.

Atendemos famílias e empresas em todo o Brasil, com reuniões a distância e coordenação com contadores e cartórios de cada estado. Ver atendimento nacional.

Onde aprofundar

Sucessão

Herança organizada em vida.

Planejamento sucessório
Inventários
Herança com dívidas

Empresa

O risco que não deve chegar à família.

Linha de Separação
Holding empresarial
Multa Invisível

A proteção que se sustenta é a que foi feita antes de ser necessária.

A conversa inicial levanta o que existe, onde estão os riscos e o que faz sentido organizar agora. Atendimento em todo o Brasil.

Falar com a Farah & Laurindo

Perguntas frequentes

O que faz um advogado patrimonial?

Organiza em nome de quem cada bem está, separa o patrimônio da família do risco da empresa, planeja a sucessão e defende os bens quando uma cobrança tenta chegar até eles. Trabalha com holding, doação com cláusulas, regime de bens, testamento e com a defesa em execuções e bloqueios.

Dá para deixar o patrimônio fora do alcance de qualquer dívida?

Não. Nenhuma estrutura torna bens imunes a dívidas legítimas, e transferências feitas para fugir de credores podem ser desfeitas. O que a lei permite é organizar com antecedência, separar riscos que não deveriam se misturar e usar as proteções que ela mesma prevê, como o bem de família.

Holding protege de dívidas?

Não de dívidas que já existem, e não do sócio devedor, cujas quotas podem ser penhoradas. A holding organiza a gestão e a sucessão e, montada em período de calma e com finalidade real, ajuda a separar o patrimônio da família do risco de uma operação.

Quando é tarde demais para organizar o patrimônio?

Quando já existe dívida vencida ou processo capaz de levar à insolvência. A partir daí transferências tendem a ser vistas como fraude contra credores ou fraude à execução. Nessa fase o trabalho passa a ser de defesa e negociação.

Vocês atendem fora de Santos?

Sim. O escritório tem sede em Santos e atende famílias e empresas em todo o Brasil, com reuniões a distância e coordenação com contadores e cartórios de cada estado.

Conteúdo informativo, sem promessa de resultado. Nenhuma estrutura torna um patrimônio imune a dívidas legítimas: a proteção depende do momento em que é feita, da finalidade real e da forma como cada instrumento é usado.