Holding Familiar: Por Que Cada Vez Mais Famílias Estão Formalizando o Patrimônio
A procura por holding familiar cresceu no Brasil. Entenda os motivos reais por trás dessa tendência e o que continua valendo, independente da moda.
O número de famílias brasileiras que procuram formalizar o próprio patrimônio numa holding cresceu de forma consistente nos últimos anos. Não é modismo isolado. É a combinação de alguns fatores concretos que mudaram o cálculo de custo e benefício dessa decisão para muita gente que antes deixava o patrimônio em nome próprio, sem estrutura nenhuma.
A primeira geração empresária está envelhecendo
Boa parte das empresas familiares brasileiras foi fundada entre as décadas de 1970 e 1990. Os fundadores dessa geração estão, hoje, em idade avançada, e suas famílias enfrentam de forma concreta a pergunta que antes parecia distante: o que acontece com o patrimônio e com a empresa quando o fundador não estiver mais à frente. Essa urgência real é um dos motores do crescimento da procura por holding.
Mais informação, menos mistério
Há uma década, holding era assunto de escritório de advocacia especializado, pouco discutido fora desse círculo. Hoje, o tema circula com muito mais frequência, o que tem um efeito ambíguo: mais gente conhece a ferramenta, mas também mais gente ouve versões simplificadas ou exageradas sobre o que ela faz. O crescimento da procura vem acompanhado da necessidade de separar informação de promessa.
- Mais famílias empresárias chegando à fase de sucessão geracional.
- Mais acesso à informação sobre planejamento patrimonial, para o bem e para o mal.
- Mudanças tributárias em discussão que tornam o planejamento mais urgente do que antes.
O papel das mudanças tributárias em discussão
A reforma tributária e as discussões sobre o imposto de transmissão em vários Estados criaram uma sensação de janela de oportunidade em muitas famílias, o que acelera decisões que já estavam sendo consideradas. Isso é legítimo, mas com uma ressalva importante: decisão tomada só pela pressa do calendário tributário, sem diagnóstico completo, tende a errar tanto quanto a inércia total. O tema é aprofundado no texto sobre reforma tributária e holding.
O que continua sendo verdade, independente da moda
Por trás da tendência, o critério técnico continua o mesmo: a holding familiar faz sentido quando há patrimônio relevante, mais de um herdeiro e necessidade real de organizar sucessão e governança. O crescimento da procura não muda esse critério, só aumenta o número de famílias que, ao avaliar seu próprio caso, descobrem que ele realmente se encaixa.
As áreas de holding patrimonial e planejamento sucessório integram a atuação da Farah & Laurindo, e Rodrigo Kfouri Laurindo atua nacionalmente na estruturação de holdings para famílias empresárias em fase de sucessão.
Mais famílias buscando holding não muda o critério de quando ela faz sentido. Só torna mais urgente fazer o diagnóstico direito antes de decidir.
Rodrigo Kfouri Laurindo é advogado e sócio fundador da Farah & Laurindo Sociedade de Advogados, mediador e árbitro. Atua nacionalmente em holding patrimonial e planejamento sucessório.
Perguntas frequentes
Por que a procura por holding familiar aumentou tanto?
Pela combinação entre fundadores de empresas familiares chegando à fase de sucessão, mais acesso a informação sobre o tema e mudanças tributárias em discussão que criam senso de urgência.
O aumento da procura significa que toda família deveria ter uma?
Não. O critério técnico continua o mesmo: patrimônio relevante, mais de um herdeiro e necessidade real de organizar sucessão e governança.
Vale a pena decidir rápido por causa da reforma tributária?
A urgência tributária é um fator real, mas não deve substituir o diagnóstico completo do patrimônio e dos objetivos da família antes da decisão.
Famílias sem empresa também estão buscando holding?
Sim, famílias com patrimônio imobiliário relevante ou com múltiplos herdeiros também buscam a estrutura, mesmo sem empresa operacional envolvida.
Rodrigo Kfouri Laurindo
Advogado, sócio da Farah & Laurindo Sociedade de Advogados, com atuação em direito tributário, empresarial e patrimonial. Mediador e árbitro certificado.
Farah & Laurindo Sociedade de Advogados
