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Inventário com Herdeiro Menor de Idade: Como Funciona

Herdeiro menor de idade torna o inventário obrigatoriamente judicial. Veja o papel do Ministério Público e quem representa o menor no processo.

Quando entre os herdeiros existe um filho menor de idade, o inventário ganha uma camada extra de cuidado, criada justamente para proteger quem ainda não tem plena capacidade de decidir sobre seus próprios interesses. Entender como esse processo funciona ajuda a família a se preparar para etapas que não existiriam num inventário comum.

Por que o processo precisa ser judicial

A presença de herdeiro menor torna o inventário extrajudicial em cartório inviável, mesmo que todos os demais herdeiros estejam de pleno acordo. A lei exige a via judicial justamente para que um juiz, com apoio do Ministério Público, acompanhe se a partilha proposta preserva adequadamente os interesses do herdeiro incapaz.

O papel do Ministério Público

Em todo inventário com herdeiro menor, o Ministério Público atua como fiscal da lei, analisando se a partilha respeita a proporção que cabe ao menor e se não há prejuízo disfarçado em acordos entre os demais herdeiros. Essa participação é obrigatória e não pode ser dispensada pela família.

Quem representa o herdeiro menor no processo

  • Normalmente, o outro genitor vivo, quando não há conflito de interesses com o próprio inventário.
  • Um tutor nomeado, quando ambos os pais já faleceram ou há conflito de interesse do genitor sobrevivente.
  • Em situações específicas, um curador especial nomeado pelo juiz para representar exclusivamente o menor.

Bens do menor após a partilha

Os bens que cabem ao herdeiro menor costumam ficar sob administração do responsável legal até a maioridade, com prestação de contas periódica ao juízo em muitos casos, especialmente quando há bens de valor relevante ou rendimentos gerados por eles, como aluguéis de imóveis herdados.

A proteção extra que a lei dá ao herdeiro menor não é burocracia desnecessária. É a garantia de que a parte dele na herança chegue intacta até que possa decidir por conta própria.

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Rodrigo Kfouri Laurindo é advogado e sócio fundador da Farah & Laurindo Sociedade de Advogados, mediador e árbitro. Atua nacionalmente em inventários e planejamento sucessório.

Perguntas frequentes

Inventário com herdeiro menor pode ser feito em cartório?

Não, a presença de herdeiro menor de idade exige necessariamente inventário judicial, com acompanhamento do Ministério Público.

Quem administra os bens que cabem ao herdeiro menor?

Normalmente o responsável legal, como o outro genitor ou tutor nomeado, com prestação de contas ao juízo em muitos casos.

O Ministério Público pode discordar da partilha proposta?

Sim, se entender que a proporção destinada ao herdeiro menor está inadequada, pode se manifestar contrariamente e o juiz decidirá sobre a questão.

O que acontece com os bens do menor quando ele completa a maioridade?

Passam a ficar sob sua própria administração direta, encerrando a necessidade de representação legal sobre aquela parte da herança.

Rodrigo Kfouri Laurindo

Rodrigo Kfouri Laurindo

Advogado, sócio da Farah & Laurindo Sociedade de Advogados, com atuação em direito tributário, empresarial, contratos, societário e proteção patrimonial. Divórcios de alto padrão. Mediador e árbitro certificado. Professor corporativo .

Farah & Laurindo Sociedade de Advogados

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