Empresa em crise: o que fazer antes da recuperação judicial
Empresa em dificuldade financeira costuma pensar primeiro na recuperação judicial. Mas a recuperação judicial é o último andar do prédio, não a porta de entrada. Antes dela existe um conjunto de medidas que pode salvar o negócio com muito menos exposição e custo.
Quando o caixa aperta e as dívidas se acumulam, a expressão recuperação judicial vem rápido à cabeça. Ela existe e tem o seu lugar. O problema é tratá-la como primeira opção, quando na verdade é a mais drástica, a mais cara e a que mais expõe a empresa publicamente.
Antes de chegar lá, há caminho. E percorrer esse caminho a tempo é o que separa a empresa que se reorganiza da que entra num processo do qual poucas saem inteiras.
A recuperação judicial é o extremo, não o começo
A recuperação judicial é um procedimento sério, com controle do juiz, exposição dos números, negociação coletiva com credores e um estigma de mercado que afeta crédito, fornecedores e clientes. Para algumas empresas, é o caminho necessário. Para muitas outras, é uma resposta grande demais para um problema que ainda poderia ser tratado antes.
O erro comum é deixar a crise avançar sem agir, até que sobre apenas a alternativa mais extrema.
O que costuma vir antes
Antes da recuperação judicial existe um leque de medidas. Reorganizar o passivo tributário, que muitas vezes é o que mais sufoca o caixa. Negociar dívidas diretamente com credores. Renegociar contratos. Reestruturar a operação. Em alguns casos, recuperar créditos que a empresa tem e nem sabe, gerando fôlego sem dívida nova.
O risco tributário, em particular, merece atenção, porque pode alcançar até o patrimônio dos sócios, como tratamos em quando a dívida da empresa atinge o sócio. Cuidar disso cedo evita que a crise da empresa vire crise pessoal.
Agir antes do extremo. Se a sua empresa está com o caixa apertado, vale um diagnóstico com a Farah & Laurindo antes de partir para a recuperação judicial.
Proteger o sócio enquanto se salva a empresa
Crise empresarial e patrimônio pessoal andam mais perto do que se imagina. Um negócio em dificuldade pode arrastar os bens dos sócios quando não há organização. Por isso a reestruturação da empresa caminha junto com a proteção patrimonial da família, dentro da lei. A organização patrimonial feita no tempo certo evita que o sócio perca, junto com a empresa, o que construiu fora dela.
Quem só pensa na empresa esquece que, atrás dela, há uma família e um patrimônio que também precisam de cuidado.
Cada crise pede um diagnóstico próprio
Não existe receita única para empresa em dificuldade. O que salva uma transportadora endividada não é o que salva uma indústria ou um comércio. O ponto de partida é sempre o mesmo: olhar a real situação antes de escolher o remédio, em vez de partir direto para o mais forte.
Rodrigo Kfouri Laurindo atua nacionalmente em recuperação de empresas em crise, unindo direito empresarial, tributário e patrimonial. A decisão correta nasce do diagnóstico, não do desespero.
Rodrigo Kfouri Laurindo é advogado e sócio fundador da Farah & Laurindo Sociedade de Advogados, mediador e árbitro. Atua nacionalmente em planejamento patrimonial e sucessório, holdings, direito empresarial, societário e tributário.
Perguntas frequentes
Empresa em crise deve entrar logo com recuperação judicial?
Nem sempre. A recuperação judicial é a medida mais drástica, cara e exposta. Antes dela existem caminhos como reorganizar o passivo tributário, negociar dívidas, renegociar contratos e reestruturar a operação. O ideal é agir antes que reste só o extremo.
O que pode ser feito antes da recuperação judicial?
Reestruturar o passivo tributário, negociar diretamente com credores, renegociar contratos, reorganizar a operação e, em alguns casos, recuperar créditos que a empresa tem e não usa. São medidas que geram fôlego com menos exposição do que a recuperação judicial.
A crise da empresa pode atingir o patrimônio dos sócios?
Pode, principalmente pelo lado tributário, quando não há organização. Por isso a reestruturação da empresa caminha junto com a proteção patrimonial da família, dentro da lei, para evitar que o problema do negócio vire um problema pessoal.
A recuperação judicial é ruim?
Não é ruim em si. É um instrumento sério e necessário em alguns casos. O erro é tratá-la como primeira opção, quando o problema ainda poderia ser resolvido por medidas menos drásticas. Cada situação exige análise do estágio da crise.
Como a Farah & Laurindo atua com empresas em crise?
Com diagnóstico da real situação antes de escolher o caminho, unindo direito empresarial, tributário e patrimonial para reestruturar a empresa e proteger o patrimônio dos sócios. Rodrigo Kfouri Laurindo atua nacionalmente na recuperação de empresas em crise.
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Farah & Laurindo Sociedade de Advogados
